Juntas somos invencíveis

A Cooperalfa

Para celebrar o Dia das Mães, um exemplo de inspiração àqueles que passam por momentos difíceis e precisam da força divina para dar a volta por cima.

Publicado em 04/05/2026



“Quando a vida apresentou meu maior desafio – um diagnóstico que testou a minha fé e resistência –, ao mesmo tempo, uma vida crescia em meu ventre; a minha razão para lutar. Minha Maria, ainda não nascida, já era semente de esperança. Cada batimento do coração daquela criança ecoava como um lembrete: há luz mesmo na escuridão” - Angela Pelizza

 

Foi na propriedade dos pais, Gilberto e Judita, localizada em Coronel Freitas/SC, que Angela Pelizza, 36, cresceu e se apaixonou pelo trabalho com os animais. Formou-se médica veterinária em 2013 e passou a integrar a equipe de colaboradores da Cooperalfa em 2017. Sempre atenciosa com as famílias associadas e dedicada ao trabalho. Até então, o sonho de ser mãe estava guardado.


Em 2023, Angela e o esposo, Ademir Tancini, decidiram engravidar. “Foi a minha maior felicidade”, revela. Embora radiante com a descoberta, Angela notava que algo em seu corpo não estava bem. “Eu sabia que tinha alguma coisa errada, que eu poderia estar doente. Chegou o momento que fui parar num oncologista; aí o mundo caiu”. Depois de muitos exames e uma cirurgia durante a gravidez, chegou o resultado: Linfoma de Hodgkin não clássico. “Foi bem difícil receber esse diagnóstico na gestação; eu senti medo, insegurança. Nos primeiros dias eu não dormia bem, não comia”. O linfoma é um tipo de câncer que afeta os linfócitos (células de defesa do corpo).


“Logo após o susto do diagnóstico comecei a pensar muito positivo. Eu falava para mim mesma: tem alguém dentro de mim; ela precisa vir ao mundo; eu quero ter essa criança. Todos os dias eu dizia para mim mesma: eu estou bem e tentava não agir como alguém doente”, afirma.


Durante a gestação, Angela precisou de cuidados especiais e um acompanhamento diferenciado, mesmo assim, optou por permanecer ativa. “Eu decidi continuar trabalhando, me sentia ocupada e desfocava a doença; os dias passavam rápido e a barriga ia crescendo”, lembra.

 

No dia 5 de março de 2024, com 36 semanas, Maria Teresa chegou, cheia de saúde. “Ela nasceu no dia do meu aniversário. Naquele dia eu esqueci de tudo. Foi uma sensação maravilhosa, o melhor presente que eu tive na vida; me tornar mãe no dia do meu aniversário. Ser mãe é a coisa mais maravilhosa que existe no mundo. Eu não imaginava que seria tão bom. A gente muda completamente, fica melhor como ser humano”, assegura.


Com a Maria, nasceu a esperança da cura. Depois de 15 dias do parto, Angela iniciou o tratamento com quimioterapia. “Eu sabia que precisava encarar uma guerra contra mim mesma; uma batalha muito forte. Foi aí que a ficha caiu. Fui para o hospital e tomei a primeira quimioterapia, foi a pior coisa que eu fiz na vida; é um tratamento pesado. O cabelo começou a cair e tive muitos efeitos colaterais. O apoio da minha família foi essencial”, garante.



Embora pequena, a menina de nome forte, Maria, encorajava a mãe a lutar pela vida. “Eu só queria vencer aquela batalha. Precisei ser forte, resiliente e acreditar em Deus”. Angela explica que ainda não pode ser considerada curada. “Os médicos falam que precisa ficar cinco anos sem a doença”. Por isso, constantemente realiza novos exames para acompanhar a saúde.


“Juntas provamos para o universo que vida é mais forte que qualquer tempestade. Nosso amor transformou o medo em coragem e a luta em vitória. A vida nos deu a mesma data para lembrar que, juntas, somos invencíveis” – Angela Pelizza


 

Após o período de tratamento e recuperação, há um ano, Angela, retornou ao trabalho. “Eu não via a hora de voltar. Sempre digo que faço o que gosto. Foi bom ser acolhida novamente”, destaca. Atualmente, realiza consultoria veterinária para produtores de leite da região e uma das propriedades atendidas é a da família Matiello, de Santo Antônio do Meio, União do Oeste/SC.


Leonara e Inês Matiello, que também são mães, acompanharam de perto a história da Angela. “Ela nunca deixou de nos atender, sempre foi prestativa, mesmo passando por uma gravidez de risco. Ao mesmo tempo, passávamos força para ela. E como Deus é maravilhoso, hoje a Angela está bem e com a filha nos braços”, comenta Leonara.


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Dona Inês Matiello, afirma que admira as mães que se dedicam a cuidar da família e trabalhar fora. Ainda, fala com alegria da missão de ser mãe e recorda a própria história: “Eu não pude ter filhos, nós adotamos. Hoje, ele (Rafael) tem 37 anos e tenho dois netos. Eu o considero meu filho. É como se ele tivesse saído de mim, porque eu o adotei com um dia de vida; eu sou mãe dele”, enfatiza.


Angela, Leonara e Inês, compartilham histórias e um amor que só quem é mãe sabe explicar – se é que esse sentimento tem explicação... 


Assessoria de Imprensa Cooperalfa