Campanha reforça importância da sanidade animal e vegetal em SC
Na Cooperalfa, em 2025, foram coletados 39.781 kg de resíduos de saúde animal.
O mês de maio consolidou-se como um período estratégico para o agronegócio catarinense, sendo instituído como o Mês da Sanidade Animal e Vegetal. Em entrevista ao Informativo Alfa, o coordenador regional da Cidasc de Chapecó, Ivan Ulsenheimer, destacou que a escolha da data não é por acaso, remetendo a marcos históricos como a conquista da área livre de febre aftosa sem vacinação em 2007 e a certificação de área livre de peste suína em 2015. Segundo Ivan, essas conquistas permitem que o estado exporte produtos agropecuários para mais de 150 países.
A relevância do tema vai além das fronteiras rurais, atingindo diretamente a economia e a saúde da população. Ivan ressaltou que 65% das exportações de Santa Catarina advêm do setor agropecuário. “Além disso, o trabalho de sanidade está inserido no conceito de saúde única, que integra a saúde animal, vegetal, o meio ambiente e a saúde pública”.
Para o coordenador, a sanidade garante a qualidade do alimento que chega à mesa do consumidor final. “A qualidade e a sanidade animal e vegetal estão diretamente ligadas à qualidade do alimento, que chega à mesa do catarinense, do brasileiro e da população de todos esses países que nós comercializamos”, afirmou Ivan.

Ivan Ulsenheimer, coordenador regional da Cidasc de Chapecó
O papel da Cidasc e a cultura da excelência
Santa Catarina é reconhecida internacionalmente pela excelência na defesa agropecuária, resultado de décadas de trabalho conjunto entre governo, cooperativas, agroindústrias e sindicatos. Ivan atribui esse sucesso também à cultura da população local, em produzir com qualidade e ao investimento constante em fiscalização e fomento.
O trabalho da Cidasc ocorre tanto "da porteira para dentro" quanto "da porteira para fora". No campo, médicos veterinários e engenheiros agrônomos monitoram rebanhos e lavouras, atuando principalmente com foco na orientação ao produtor. Segundo Ivan, o diferencial do Estado é o viés sanitarista: “A Cidasc, ao longo dos anos, sempre trabalhou muito, em vez de punir, orientar”.
Além do controle de enfermidades como a febre aftosa, a atuação da Cidasc abrange a sanidade vegetal, fiscalizando o comércio de sementes, mudas e agrotóxicos. Um dos pontos de destaque mencionados pelo entrevistado é a logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas, área na qual Santa Catarina possui um dos maiores índices de recolhimento do país. Todo esse ecossistema de vigilância visa prevenir pragas e doenças que poderiam causar grandes impactos econômicos e sanitários à região.
Na Cooperalfa, em 2025, foram coletados 39.781 kg de resíduos de saúde animal provenientes do PAPA SAB e do PAPA AGRO. Ao longo dos anos, já foram realizadas 16 coletas, que, somadas, recolheram e destinaram corretamente mais de 465 toneladas de resíduos.
Assessoria de Imprensa Cooperalfa