Importação e queda de consumo seguram preço do leite em SC

Publicado em 24 de maio de 2017

Comentário(s)

Em razão da queda de consumo e da importação de leite, o preço pago pelas indústrias aos produtores rurais catarinenses se mantém estável. O Conselho Paritário Produtor/Indústria de Leite do Estado de Santa Catarina (Conseleite) reuniu-se em Joaçaba na última semana para definir os valores de referência para o mês de maio.

Os valores projetados para o leite entregue em maio e a ser pago em junho aumentaram apenas 0,42%, ficando em R$ 1,3504 o leite acima do padrão; R$ 1,1743 o leite padrão e R$ 1,0675 o leite abaixo do padrão. Esses valores (por litro) se referem ao leite posto na propriedade com Funrural incluso.

O presidente do Conseleite e vice-presidente regional da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (FAESC) Adelar Maximiliano Zimmer atribui a queda de consumo à taxa de desemprego e aos problemas da economia brasileira.

Outro fator que está impactando a remuneração dos produtores é a balança comercial dos lácteos. No mês passado, o Brasil exportou 6 milhões de dólares em leite e importou 47 milhões de dólares, deixando o mercado doméstico fortemente abastecido. A maior parte do leite importado é originário do Uruguai (65%) e da Argentina (30%).

Santa Catarina é, agora, o quarto produtor nacional, o Estado gera 2,9 bilhões de litros ao ano. Praticamente todos os estabelecimentos agropecuários produzem leite, o que gera renda mensal às famílias rurais e contribui para o controle do êxodo rural. O Oeste catarinense responde por 75% da produção. Os 80.000 produtores de leite (dos quais, 60.000 são produtores comerciais) geram 8,3 milhões de litros/dia, mas, a capacidade industrial está estruturada para processar até 10 milhões de litros de leite/dia.

Expansão

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Santa Catarina foi o único Estado entre os principais produtores de leite do Brasil a apresentar crescimento na produção em 2016. Enquanto a captação de leite pelas indústrias no Brasil diminuiu 3,7% no último ano, em Santa Catarina o crescimento foi de 3,82%. O maior produtor do país, Minas Gerais, teve redução de 5,21% na captação de leite nas indústrias; no Rio Grande do Sul a produção foi 6,84% menor do que em 2015; e no Paraná a queda foi de 3,32%.

Os números divulgados pelo IBGE se referem à captação de leite cru pelas indústrias inspecionadas, o que representa 76% do total produzido. A estimativa é que a produção de leite do Estado gire em torno de 3,2 bilhões de litros, incluindo o leite consumido pelas famílias rurais e na alimentação de animais. Nos últimos 12 anos, o crescimento na produção de leite em Santa Catarina foi superior aos 10% ao ano. No mesmo período, o Brasil teve um crescimento médio de 4% por ano.

A possibilidade de participação dos pequenos produtores, o consórcio com a suinocultura e avicultura e a capacitação técnica proporcionada pelo SENAR/SC fortalecem a atividade. Fatores como o clima, assistência técnica, fertilidade do solo, adoção de forrageiras mais produtivas, intensificação do uso de milhos híbridos, estrutura minifundiária, o relevo, o clima temperado, predomínio das raças Holandesa e Jersey e a vocação para a atividade explicam o sucesso da pecuária leiteira barriga-verde.

Fonte: MB Comunicação




Comente


Leia também

Conhecer para Cooperar

02 de setembro de 2016

Dia Nacional do Campo Limpo envolve 1.200 crianças em Chapecó

18 de agosto de 2016

Cooperalfa reuniu quadro de lideranças em agosto

14 de outubro de 2016

Gestão das propriedades em Ipuaçú

23 de agosto de 2016

As oportunidades da crise

01 de setembro de 2016

Identificada nova praga de pastagens em Santa Catarina

23 de agosto de 2016

Cooperalfa inicia o ano do seu cinquentenário

05 de janeiro de 2017

Contatos Cooperalfa

Contatos dos setores

Trabalhe na Cooperalfa

Ligar para matriz
(049) 3321-7000

Av. Fernando Machado, 2580-D
Passo dos Fortes
Chapecó / SC