Suíno Ideal provocou uma revolução na produção de carnes

Publicado em 06 de junho de 2017

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Projeto pioneiro da Aurora torna cadeia produtiva mais eficiente, gera produto de qualidade superior e surpreende consumidor.

O cooperativismo catarinense é o mais evoluído do País e a suinocultura industrial praticada no grande oeste de Santa Catarina é uma das mais avançadas do mundo. Reflexo desse conceito é o projeto SUÍNO IDEAL que a Aurora Alimentos desenvolve há nove anos em parceria com as suas cooperativas filiadas. A ideia é tão simples quanto arrojada: produzir um suíno que obedeça a padrões de peso, tamanho, qualidade da carne, entre outros, permitindo a otimização do aproveitamento industrial.

Com início no primeiro semestre de 2007, o projeto cumpriu várias etapas: análise de base de dados dos suínos abatidos pela Aurora, experimento de corte para identificar o suíno ideal para o abate, diagnóstico de campo, visita a produtores para identificar os processos de crescimento e terminação, análise dos dados de campo e definição de procedimentos operacionais padrão do processo de crescimento e terminação Suicooper III, implantação de teste-piloto em três filiadas (uma delas a Cooperalfa), após, validação e implantação em todo sistema.

O Suíno Ideal é um processo de melhoria contínua e está sempre voltado para as demandas de mercado, buscando inovações tecnológicas que agreguem valor a cadeia. Seu foco está na implantação de padrões de manejo e de assistência técnica. É a aplicação destes procedimentos nas rotinas dos técnicos e produtores, aliados a genética (através da UDG – Unidade de Disseminação de Gens)  e nutrição, que garantem as melhorias que o mercado exige.

Os resultados mensurados nesses nove anos de programa comprovam seu sucesso na busca da melhoria contínua, tanto no resultado zootécnico, como na organização dos recursos ambientais da propriedade, buscando atender as exigências dos mercados nacional e internacional. Neste período evoluíram-se muito os indicadores zootécnicos. Em 2009, a conversão alimentar estava em 3,314 e em 2017 evoluiu para 2,907 quilograma de ração para 1 quilograma de carne para 85 Kg de carcaça;  a mortalidade na propriedade estava em 3,48% e em 2017 baixou para 1,51%; a mortalidade no transporte de 0,22% diminuiu para 0,10%.

Atualmente participam do programa dez cooperativas agropecuárias (Alfa, Auriverde, Copérdia, Itaipu, Colacer, Caslo, Coopervil, Coopercampos, Coasgo e A1) e todos os suinocultores cooperados e integrados ao Sistema Suicooper III (compreende a fase de terminação dos suínos) estão inscritos – o que significa 2.546 produtores.

O objetivo do projeto é a redução na variabilidade de peso de carcaça fornecida para a indústria. Ou seja, garantir o fornecimento de matéria-prima padronizada. Paralelamente, busca melhor remuneração para o produtor integrado ao sistema Suicooper III.

A padronização do processo de produção é extremamente importante, pois assegura domínio do processo produtivo, redução da variabilidade dos suínos disponibilizados para o abate e, por conseqüência, rendimentos padronizados, cortes padronizados e volume produzido dentro da necessidade das indústrias, bem como maior controle sobre os custos.

 

Ganhos Reais

Todos os parceiros desse projeto têm compromissos específicos. O criador implanta os procedimentos operacionais padrões em seu processo de crescimento (creche) e terminação no sistema Suicooper III. A cooperativa filiada capacita os produtores para implementar os padrões do processo de crescimento e terminação e audita o cumprimento das metas. A Coopercentral Aurora Alimentos treina os técnicos das cooperativas filiadas, audita os técnicos para implantação dos procedimentos operacionais padrão e auxilia as filiadas para capacitação dos produtores.

Esse conhecimento está devidamente codificado. Todas as práticas estão descritas no manual de produção de suínos na fase de crescimento e terminação. A cada dois anos ocorre a revisão de todo o processo com as equipes técnicas das cooperativas filiadas.

Os resultados econômicos são evidentes: Os ganhos de conversão alimentar e mortalidade no período representam uma economia aproximada  de R$ 24,50 por animal abatido. Multiplicado pelo abate próprio (atualmente em 330.000 cabeças/mês), constata-se um resultado financeiro aproximado de R$ 8.100.000,00/mês. Esse é um processo contínuo de melhoria que envolve as questões de genética, sanidade, nutrição, manejo etc.

A cadeia de suíno já detinha um alto grau de eficiência, por isso, potencializar ainda mais os ganhos zootécnicos é um resultado fantástico. As avaliações e mensurações comprovam os ganhos zootécnicos em termos de redução da mortalidade  no transporte e na  propriedade, melhor conversão alimentar (ração transformada em carne) e redução do coeficiente de variação de peso no abate.

Com informações da MB Comunicação




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