Mercados de milho e soja apontam estabilidade

Publicado em 06 de junho de 2017

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O principal desejo de todo agricultor é colher bem. Mas, duas super safras seguidas de milho e soja no mundo todo provocaram a queda nos preços nas cotações dessas commodities. “O mercado não conseguiu absorver a oferta, afetando diretamente as margens do produtor”, afirmou Leonardo Martini, da Consultoria FC Stone. Martini palestrou para gerentes comerciais da Cooperalfa no dia 02 de junho, em Chapecó-SC.

Os preços de milho e soja não devem variar dos patamares atuais, de acordo com a FC Stone. “A manutenção das áreas plantadas e a estimativa de uma safra satisfatória de milho e soja, inclusive nos Estados Unidos, devem manter os grandes volumes dos grãos estáveis no mercado mundial”, explica Martini.

Neste caso, segundo Martini, a atenção deve estar na oscilação do dólar. “Uma oportunidade para negociar os cereais quando estiver em alta”, complementa.

Relações externas

A demanda por soja da China - segunda economia mundial e o pais mais populoso do mundo – ajudará a manter a oleaginosa como um bom negócio. Na América do Sul, além de produzir mais milho a Argentina liberou o imposto para a exportação. “Isso tem atrapalhado o Brasil, pois acaba sendo uma opção barata para o grão entrar no pais”, alertou Martini.

Crise política

Não é apenas a crise política no Brasil que tem influenciado os preços agrícolas. Nos Estados Unidos, as oscilações do dólar interferem diretamente nas cotações da Bolsa de Chicago, o centro de finanças mundiais. “Fatores como o dólar e as especulações de crise política no Governo norte-americano refletem nas cotações dos grãos em todo o mundo”.

Nesses casos de crises nos países, os grandes investidores inibem seus investimentos nas commodities e investem em ativos como dólar e ouro, o que é negativo para os preços agrícolas. A influência de crise política está elevando o câmbio, o que é passageiro (até a crise passar) tendendo a diminuir quando a situação voltar nos eixos, relata o palestrante.

Vendas antecipadas

O analista da FC Stone orienta o produtor a aproveitar as altas do dólar para efetuar vendas antecipadas. “O momento está se convertendo em uma oportunidade para efetuar trocas por insumos”, destacou. Calcular os custos para formatar seu próprio preço de venda é outro conselho de Martini. “Analisar a relação de troca e efetuar negócios de forma escalonada, sem esperar o melhor preço, que pode não ocorrer”, diz Martini.

Próxima safra

Mesmo com a manutenção da área plantada, a rentabilidade da soja deve se manter estável. No caso do milho, confirmada a tendência de redução da área plantada, deverá ocasionar recuperação do preço para 2018.

O importante, conforme Martini, é manter-se atento aos cenários de mercado internos e externos. “Não importa se você planta 10, 15 ou 20 hectares, você está inserido no mercado mundial. Portanto, precisa olhar o que está acontecendo nos principais produtores e compradores mundiais de soja e milho”.

Com boas informações em mãos é possível formar o próprio preço de venda e tomar a decisão mais acertada sobre a hora de vender. “Com a venda escalonada, não deixe de participar das oportunidades de mercado. Tenha atenção e disciplina, sem esperar acertar sempre o ‘olho da mosca’, mas trabalhando para manter os resultados positivos ao longo dos anos”, finaliza Martini.

Assessoria de Imprensa Cooperalfa




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